sexta-feira, 30 de abril de 2010

Mobilização contra o PLS 414/2008

Olá pessoal!
Envio o site da Rede Nacional pela Primeira Infância apontando maneiras de mobilização contra o Projeto de Lei que propõe a redução do ingresso das crianças de 6 para 5 anos no Ensino Fundamental.
Abraço!
Site Rede Nacional pela Primeira Infância

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Projeto de Lei para mudança de idade de 6 para 5 anos a entrada de Crianças no Ensino Fundamental

Olá Pessoal!
Hoje repasso um projeto de Lei do Senador Flávio Arns em tramitação que altera a idade para a inserção das crianças no Ensino Fundamental de 6 para 5 anos. Isso é muito sério e precisamos nos posicionar!!!
No dia 05 de maio haverá uma audiência pública, as 10h, no Senado Federal em Brasília sobre o assunto.  Quem puder comparecer será muito importante a presença. Quem não puder, podemos organizar abaixo assinados e enviar para o senador:  flavioarns@senador.gov.br
Abraço!
Segue o link para o Projeto de Lei: http://www.senado.gov.br/sf/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=88063

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Indicações de Livros Educação Infantil

Olá a todas e a todos!
Gostaria de indicar dois livros organizados pela Pesquisadora e Professora da Universidade Federal de Santa Catarina: Luciana Esmeralda Ostetto, ambos da Editora Papirus.
O primeiro livro, intitulado Encontros e Encantamentos na Educação Infantil, retrata experiências vivenciadas por estagiárias do curso de pegadogia da UFSC na busca de suas identidades profissionais.  O bacana é que ao ler os textos, também vamos nos encontrando com a nossa identidade. Ao final, tem um capítulo intitulado: "Planejamento na Educação Infantil",  em que a autora faz uma análise dos modos de planejar realizados pelos professores ao longo dos anos e discute o planejamento hoje em que a criança é o foco.  É um texto excelente, que nos faz refletir sobre como estamos desenvolvendo o nosso trabalho e o que está por trás de determinadas escolhas que fazemos.
Saberes e Fazeres da Formação de Professores é o segundo livro. Este aborda questões essenciais da educação infantil como a observação e o registro; a afetividade na construção de vínculo; a linguagem escrita; e o convívio e a aprendizagem na relação com as crianças. Destaque para o texto: "Aprendendo a ser professora de bebês"  em que as autoras compartilham conosco sua busca para entender como trabalhar com bebês, revelando suas dúvidas, angústias e descobertas.
Abraço!



sexta-feira, 2 de abril de 2010

A Relação da família com a escola

Olá Pessoal!
Hoje postarei algumas de minhas reflexões a respeito da relação família e escola.
Tratar desse assunto na educação infantil é imprescindível, já que nesse nível educativo o cuidado e a educação das crianças pequenas precisa ser compartilhado com muito intensidade entre essas duas instituições.
Falar dessa relação é falar de expectativas. Expectativas dos profssionais em relação as famílias e das famílias em relação aos profissionais. E, sendo nós os profissionais dessa relação, isso nos traz uma outra implicação, uma postura diferenciada, uma postura educativa, que exige que nós enxerguemos a instituição também na perspectiva das famílias. Exige que tentemos enxergar como as famílias nos veem, e nos abrir de fato para esse olhar.
Se colocar no lugar do outro, olhar as coisas por outro ângulo, escutar profundamente o que outro tem a dizer são os  primeiros passos para o diálogo e para a negociação em um processo democrático, que parte da perspectiva dos Direitos, principalmente o das crianças de construir sua identidade sem rupturas bruscas.
Toda relação envolve expectativas, descobertas, conflitos. Essa relação não é diferente. Mas quando nos abrimos para compartilhar essas expectativas, essa relação adquire outra qualidade, porque ela se torna cada vez mais transparente.
Respeitar o olhar das famílias, suas necessidades, opiniões, aspirações, expectativas, requer que as entendemos como sujeitos que conhecem seus filhos e almejam certas aquisições para ele. Nesse sentido, a família precisa ser reconhecida como parceira privilegiada na aprendizagem das crianças.
Isso nos faz pensar: como temos considerado as famílias? Como temos pensado essa relação?
Jesus Palacios e Gema Paniagua, no livro: Educação Infantil: resposta a Diversidade, apontam três tipos de modelos de relação com as familias. O primeiro é o de especialista, quando se tem a ideía de que o profisisonal detém todo o conhecimento e toma todas as decisões, não informando aos pais o que faz e lhes fazendo pergunta apenas em função de seus interesses; o outro modelo é o de transplante, em que o saber profissional é compartilhado com as famílias, mas na forma de guias e manuais, em uma tentativa de transplantar os materiais, procedimentos e atitudes escolares para a casa das crianças; finalmente os autores apresentam o modelo de usuário, em que se parte da convicção profunda de que todos possuem conhecimentos imprescindíveis a respeito das crianças.
Mas, como criar canais de participação e diálogo?
Toda relação precisa de investimento e para que se possa aprofundá-la necessita de um processo. Essa não é diferente. Poucos e encontros pontuais não permitem esse aprofundamento. Voltando a citar novamente Palacios e Paniagua, estes afirmam que o grau de participação e envolvimento que esperamos das famílias são diferentes dadas as suas características e circunstancias particulares (horários, trabalho, motivações). Assim, não dá para pretendermos que todas tenham participação igual. Quanto mais amplo o leque de alternativas de participação que a escola oferecer, mas possibilidades se abrirão para as famílias. Horários para atendimento individual; participação em projetos da escola (contando histórias, falando de sua profissão, ensinando uma receita gostosa); festas coletivas; compartilhamento e reflexão conjunta do trabalho da escola através de uma documentação pedagógica consistente; participação nos processos decisórios atraves de Conselhos de Escola e APMs que realmente sejam fruto de um processo democrático e não manipulatório; e principalmente, um acolhimento diário e respeitoso que considere o outro como sujeito e parceiro no processo de educação das crianças são algumas possibilidades que não podem ser consideradas isoladamente.
Um grande abraço!