terça-feira, 29 de janeiro de 2013




Olá Pessoal!

Super indico esse curso sobre documentação com um grande amigo André Carrieri. Com ele aprendi a olhar às crianças e suas produções de maneira mais sensível e investigativa. 
Para se inscrever, é só acessar o link: http://www.projetovida.com.br/forms/form-foco-c1.php



domingo, 20 de janeiro de 2013

A importância do toque para os bebês: entre luvas e mãos

Olá pessoal!
Uma reflexão realizada pela enfermeira/ educadora Damaris Maranhão causou algumas polêmicas no facebook esses dias. A partir dessa postagem iniciou-se uma discussão sobre o uso das luvas na troca de fraldas dos bebês nas instituições de educação infantil.
Aproveitando o tema, gostaria de refletir um pouco sobre isso. 
Muitos defensores das luvas descartáveis argumentam a proteção que esse equipamento fornece a crianças e adultos. Concordo que a proteção é essencial, ainda mais em um ambiente coletivo como aquele que atende dezenas de crianças. Mas uma boa lavagem das mãos entre uma troca e outra fornece também proteção e é preciso levar em conta que   o toque para os bebês é fundamental para a constituição deles como sujeitos. 

No site da rede psi tem um artigo muito interessante sobe o tema, que eu reproduzo aqui em partes. Quem quiser ler na integra, é só acessar: http://www.redepsi.com.br/portal/modules/smartsection/item.php?itemid=411



O contato de pele com pele tem a possibilidade de transmitir várias mensagens ao outro, sobre como estamos nos sentindo. Os neurotransmissores e nervos levam até o sistema nervoso central a “mensagem enviada” (através do toque) e este (o sistema nervoso central) modula, por meio dos próprios neurotransmissores e nervos e, das células imunitárias cutâneas, o estado da pele.

Como para o bebê, no seu início de vida, seu mundo está limitado às suas necessidades corporais, a mãe* deve lidar com ele em uma linguagem que este compreenda, assim, segundo Winnicott¹, “ela ama de um modo físico, proporciona contato, calor corporal, movimento e quietude de acordo com as necessidades do bebê” (Winnicott, 2000, p.237). Através disso é possível perceber a função essêncial que o toque terno e amoroso exerce na vida e no desenvolvimento do bebê. Este sente-se querido ou não em função do toque que recebe das pessoas que cuidam dele, e mais tarde, isso interferirá na sua visão de si mesmo, nas suas relações interpessoais, na sua auto estima, entre outras coisas. 
 É importante atentar para a importância deste ato e deixar alguns preconceitos de lado. Mesmo com todos os estudos e orientações, muitos pesquisadores da atualidade ainda vêem a relação dos pais com seus filhos (no mundo ocidental de forma geral) sendo permeada pelo medo de que as crianças cresçam muito dependentes. Assim, muitos pais ainda pensam que pegar muito o bebê ou deixá-lo muito no colo pode, posteriormente levá-lo a ser uma criança manhosa e mimada. Em resposta a esse comportamento, os pesquisadores dizem que os pais estão no caminho errado: o contato físico e a segurança proporcionada por estes farão das crianças mais seguras no momento em que for necessário haver o afrouxamento dos laços entre elas e os pais, e mais capazes de formar relações maduras quando elas finalmente se tornarem adultas. 1-Donald Woods Winnicott, pediatra e psicanalista inglês, desenvolveu um ponto de vista psicanalítico diferente do que se apoiava em sua época, a respeito do desenvolvimento dos bebês, e também uma outra forma de trabalhar com eles. 


Embora o artigo se diriga a mãe ou pais, no caso das instituições da infância, são as educadoras/es que passam a maior parte do tempo com os bebês e são elas/eles responsáveis por seus cuidados no tempo em que estão ali, portanto a mesma necessidade de toque é válida para esse relação.



A experiência de Lóczy, uma instituição da Hungria nos ajuda muito nessa discussão.  Fundada em 1946, no final da segunda guerra mundia, Loczy foi uma instituição criada para  acolher crianças órfãs e/ou abandonadas. Hoje é considerada uma referência mundial no cuidado de bebês em instituições educativas coletivas. Entre as premissas dessa instituição estão a segurança afetiva e a motricidade livre. Dentro da idéia de segurança afetiva, o contato físico, as ações repeitosas e os gestos delicados nos momentos de troca de fraldas  são fundamentais. Segue abaixo um vídeo com um exemplo de troca de fraldas realizada  em Loczy. Também indico o texto das Professoras Anita Freitas e Maria Helena Pelizon para quem quer conhecer mais sobre essa experiência http://www.sumare.edu.br/Arquivos/1/raes/05/raesed05_artigo02.pdf 









A troca de fraldas não pode ser encarada apenas como um cuidado físico das crianças, mas é um momento extremamente significativo, que envia poderosas mensagens aos bebês sobre quem eles são e como os vemos enquanto sujeitos. E o toque, o contato físico fazem parte dessa mensagem.
Abraço fraterno!


Texto da Professora Damaris Maranhão: 

A falsa proteção
Um exemplo que podemos problematizar aqui é o da frequente demanda dos professores para uso de luvas de procedimentos no processo de cuidado corporal da criança em creches e pre-escolas, sobretudo quando trocam fraldas ou banham as crianças. Em uma cena documentada em vídeo e problematizada conosco observa-se uma professora trocando uma criança de cerca de um ano de idade. Ant...es de retirar a fralda da criança ela pega uma luva que estava armazenada sobre uma prateleira próxima ao trocador e a veste, depois realiza o procedimento e a seguir retira a luva e a guarda no mesmo local. Qual o problema deste procedimento? Porque a professora utiliza este tipo de luva? Qual sua intencionalidade? Em primeiro lugar ela não lava as mãos antes de calçar as luvas. Em segundo lugar a luva é de modelo fabricada e comercializada como equipamento de proteção individual para serviços de higiene ambiental e não é descartável. Em quarto lugar ela retira a luva e a guarda com todos os micróbios que cresceram no interior dela durante o uso ( e que estavam dentro da própria luva já utilizada previamente por ela ou por outros educadores e também na superfície de sua mão) para uso posterior. Em quinto lugar ao fazê-lo ela contamina o seu antebraço e a superfície da mesa e o vestuário e sacola da criança. E o pior, ao invés de se proteger ela aumentou os riscos de exposição de si mesma aos micróbios e os disseminou no ambiente.
Em outro evento os professores discutiram inflamadamente ao serem informados sobre este risco de falsa proteção e ao final do evento vieram conversar individualmente comigo argumentando que o faziam porque na creche havia uma criança soropositiva para o HIV. O que nos leva a estranhar este comportamento é o fato deste argumento dos professores revelar desinformação que geram preconceitos relativos ao risco e mecanismos de transmissibilidade das doenças mais comuns na comunidade.
Parece-nos que o temor dos professores e o desconforto em cuidar de uma criança pequena, sobretudo em lidar com secreções humanas pode estar associado ao fato deles não terem sido formados para construir atitudes e procedimentos de cuidado humanos. Este fato pode torna-los mais vulneráveis as emoções que permeiam o processo de cuidar do corpo de outra pessoa.
Este pequeno texto tem como objetivo problematizar e contribuir com a formação continuada dos professores e outros profissionais de educação infantil. Qualquer semelhança é mera coincidência!
Damaris Gomes Maranhão - São Paulo, 17 de janeiro de 2013

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Curso para Profissionais e interessados na Educação Infantil


Políticas públicas para a primeira infância: em foco os direitos fundamentais das crianças

Olá a Todas e Todos!
Hoje inseri na página do Centro de Formação e Pesquisa:"Pedagogia com a Infancia", um artigo que eu e a Cidinha escrevemos sobre política pública e Educação Infantil.
Vou postar uma parte dele aqui, mas quem quiser lê-lo na íntegra, é só acessar o link: http://pedagogiacomainfancia.com/artigos/



Políticas públicas para a primeira infância: em foco os direitos fundamentais das crianças

Janaina Vargas de Moraes Maudonnet
Maria Aparecida Guedes Monção

Não há qualquer justificativa para obrigar a criança a agir contra seus sentimentos, querendo que ela se sinta melhor fazendo aquilo que os adultos preferem que ela faça. O respeito ao direito de sentir das crianças permitirá que elas cresçam de acordo com suas características e que consignam o pleno desenvolvimento de sua personalidade. (DALLARI, 1986, p. 45)

Nas últimas décadas tem tomado força no país, idéias que ressaltam a importância de garantir a constituição de políticas públicas para a primeira infância alicerçada nos direitos fundamentais das crianças pequenas garantidos pela legislação brasileira (Constituição Federal,1988;Estatuto da Criança e Adolescente, 1990; Lei de Diretrizes e Bases da Educação, 1996;Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, 2009). Essas idéias preconizam a necessidade de recursos financeiros para efetivar propostas pedagógicas que realmente promovam por meio de ações concretas junto as crianças, prática educativas que a considerem como o centro de todo o trabalho pedagógico.
Considerar os direitos fundamentais das crianças requer compreender a importância do Estado assumir a educação da infância em parceria com suas famílias, garantindo a universalização da oferta de vagas e a qualidade do atendimento expressa em instituições estruturadas, com profissionais bem remunerados e com projetos pedagógicos que respeitem a especificidade da criança pequena.
As políticas públicas para a primeira infância tem oscilando historicamente entre ações de tutela e guarda para crianças de baixa renda e propostas que preconizam a antecipação da escolarização. Nenhuma dessas perspectivas atendem a especificidade das crianças de 0 a 6 anos, especialmente porque adotam como matriz o modelo de escola centrado em conteúdos formais que pouco considera as crianças suas necessidades, desejos e manifestações.
Além disso, a crescente demanda por instituições de educação infantil e a baixa ampliação da oferta de equipamentos públicos  – especialmente de 0 a 3 anos - demonstram que a universalização do atendimento ainda está longe de ser atingido, apesar de um aumento significativo do número de matriculas em instituições públicas e privadas, essas últimas, em sua maioria, com projetos de baixo custo, em que as crianças pequenas ficam em espaços sem condições adequadas para seu desenvolvimento com profissionais pouco qualificados, com baixa remuneração e carga horária elevada de trabalho.
      O trabalho com as crianças pequenas exige que os profissionais tenham clareza da especificidade de suas práticas, que percebam de que forma são estabelecidas as relações com as crianças, como são organizados os espaços e os tempos na instituição e como proporcionam experiências significativas nas diferentes linguagens (verbais, não verbais, corporais, artísticas), favorecendo o desenvolvimento dos pequenos e o exercício cotidiano da imaginação e da brincadeira.
As relações estabelecidas no interior das instituições, configuram-se como um elemento muito importante na garantia dos direitos fundamentais das crianças, uma vez que estas aprendem nas interações com os adultos e com seus pares. Portanto, para garantir esses direitos, faz-se necessário atentar para que as relações tenham sempre um caráter dialógico e democrático, onde todos – crianças, profissionais e famílias - tenham voz e suas manifestações consideradas. Essas relações estabelecidas no âmbito interno de cada instituição, estão intimamente ligadas às políticas públicas, que a partir de suas proposições permitem ou não a consideração dessas manifestações e a garantia da especificidade do trabalho com a criança pequena.
As políticas públicas não são neutras, mas expressam as expectativas sociais em relação a esse nível educativo, assim como revelam as concepções históricas sobre educação infantil. As tensões presentes na sociedade são refletidas claramente nas práticas cotidianas e nas propostas oferecidas à infância nas instituições, nesse sentido, para discutir essas propostas é preciso levar em conta as concepções e correlações de forças sociais presentes nelas, em especial no modo como a sociedade tem visto e acolhido as crianças e os jovens.
A educação infantil não se resume meramente a um conjunto de técnicas a serem aplicadas para ensinar determinados conteúdos as crianças.  Ela é muito mais complexa e envolve tomadas de decisões constantes e são nessas decisões que residem a dimensão política da prática educativa. Por isso a necessidade de uma constante reflexão a respeito do compromisso com a primeira infância: Como as crianças são ouvidas e consideradas nas instituições que frequentam? Como são garantidas as possibilidades das crianças conviverem em espaços democráticos? As instituições de educação infantil consideram  a infância e suas necessidades ou são instituições pensadas para adultos? Como são favorecidas condições para que as crianças vivam uma infância feliz?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Pedagogia com a Infância agora é um Centro de Formação!!!


Olá pessoal!

Hoje é um dia muito especial para mim!

O Blog Pedagogia com a infância deu origem a um Centro de Formação e Pesquisa na área.

Em função da necessidade de ampliar as reflexões na área de educação infantil, de modo a compreender suas especificidades, e contribuir para a formação dos educadores, eu, juntamente com uma amiga, a educadora Maria Aparecida Guedes Monção (Cidinha), organizamos  um centro de formação e pesquisa na área: Pedagogia com a infância. 

Organizamos três modalidades de atividades: cursos livres,  grupos de estudo e pesquisa e, encontros temáticos, além de assessoria para instituições.

Para saber mais sobre o espaço e as modalidades oferecidas, entrem em nosso site www.pedagogiacomainfancia.com e curtam nossa página no facebook.

Lá também vocês encontrarão artigos produzidos por mim e pela Cidinha sobre formação e educação infantil.

Gostaria muito de compartilhar com vocês nossos estudos, ideais e inquietações sobre a educação de crianças pequenas em contextos coletivos.

Mas o blog continua!!! Continuarei postando notícias frescas e opiniões pessoais sobre a Educação Infantil.

Grande abraço animado!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Novo Site do Fórum Municipal de Educação Infantil de São Paulo





Olá a todas e todos!

O  Fórum Municipal de Educação Infantil de São Paulo, do qual eu faço parte, agora tem site. Lá é possível encontrar as últimas notícias do Fórum, os eventos da área, as políticas públicas voltadas a Educação Infantil em São Paulo, documentos produzidos pelos participantes, os registros das assembléias e as legislações da área. 
Para conhecer, é só acessar: www.femeisp.org
Grande abraço!