segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Cursos sobre Educação Infantil



Pedagogia com a Infância



Pedagogia com a infância é um Centro de Formação e Pesquisa em Educação Infantil. Sediada na cidade de São Paulo, tem como objetivo contribuir para a formação de educadores e interessados na garantia da defesa dos direitos das crianças de viverem plenamente sua infância, brincando, descobrindo o mundo e se expressando através de diferentes linguagens

Cursos Oferecidos
O Centro “Pedagogia com a infância” proporciona três modalidades de formação: cursos, grupo de estudos e pesquisa e, encontros temáticos. Além de assessoria a redes públicas e privadas. Coordenação: Maria Aparecida Guedes Monção e Janaina Vargas de Moraes Maudonnet

1. Diálogos sobre a infância: Reflexões mensais com diferentes temáticas ligadas a Educaçnao Infantil. Valor R$ 50,00 por encontro

2. Curso: Pedagogia com a Infância: Escutando as crianças e suas diferentes linguagens

 Objetivos: - Discutir sobre as concepções de infância e suas inter-relações com as práticas pedagógicas;- Refletir sobre metodologias de escuta das crianças e suas linguagens. Carga horária: – 32 horas / 24h presenciais e 8h de pesquisas e atividades de observação. 8 encontros semanais de 3 horas cada. Duração: 2 meses 3as. feiras, das 19h às 22h  A partir de 05/03. Valor. R$300,00. 2 parcelas de R$150,00. Número de vagas: 25

3.Curso: Gestão na Educação Infantil e Escuta das crianças

 Objetivo: Refletir sobre o papel da equipe de gestão na constituição do coletivo da unidade educativa para a garantia do atendimento às necessidades, desejos e desafios das crianças. Carga horária: – 32 horas / 24h presenciais e 8h pesquisas e atividades de observação. 8 encontros semanais de 3 horas cada.  Duração: 2 meses. 3as. feiras, das 19h às 22h.  A partir de 06/05. Valor. R$300,00. 2 parcelas de R$150,00. Número de vagas: 25

4. Grupo de Estudos e Pesquisa: A criança como centro do projeto pedagógico: desafios e possibilidades
Objetivo: Refletir coletivamente sobre os desafios de se incorporar efetivamente as crianças como centro do processo educativo, tanto nas práticas pedagógicas destinadas à elas, como na formulação e execução de políticas públicas para seu atendimento.
Carga horária: encontros quinzenais a partir de 09/04. 3a. feiras 14h-16h30
Valor: R$100,00/ mês.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A parceria com as famílias enquanto qualidade na educação infantil



Olá a todas e todos!
No Site "Pedagogia com a Infância", postei um artigo meu e de minha amiga Maria Aparecida Guedes Monção sobre a parceria com as famílias. Reproduzo aqui uma parte dele. Se quiser lê-lo na íntegra, é só acessar: http://pedagogiacomainfancia.com/artigos/
Abraço!





A parceria com as famílias enquanto qualidade na educação infantil

Maria Aparecida Guedes Monção
Janaina Vargas de Moraes Maudonnet

Se há um saber que só se incorpora ao homem experimentalmente, existencialmente, este é o saber democrático.  Paulo Freire

As discussões sobre a qualidade do atendimento nas instituições de educação infantil  nas últimas décadas, no Brasil e no mundo, apontam, dentre outros aspectos, a participação das famílias como um dos critérios relevantes para a melhoria destes programas. Entretanto, no cotidiano das instituições a dinâmica de relações entre profissionais e famílias ainda é permeado por muitas tensões que afetam diretamente as crianças.
O estudo realizado por Maria Malta Campos, Jodete Füllgraf e Verena Wiggers (2006a) sobre qualidade na educação infantil, em que foram analisadas as publicações resultantes de pesquisas presentes nos principais periódicos de educação e apresentadas nas reuniões anuais da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação (ANPED), entre 1996 e 2003, constatou que existem, nas diferentes regiões do país, graves problemas no atendimento prestado à criança pequena, que colocam em risco o desenvolvimento e a aprendizagem das mesmas. A precariedade do atendimento, se expressa segundo essas pesquisas em quatro principais fatores: problemas de infra-estrutura,  falta de qualificação profissional, ausência de diretrizes pedagógicas e na dificuldade de comunicação com as famílias (CAMPOS, 2006b).
Nesse cenário de tantas contradições entre os direitos das crianças previstos na legislação e as políticas implementadas, as discussões sobre a qualidade da educação infantil brasileira se fortalecem. Neste momento, para além do direito ao acesso, a discussão sobre a qualidade da oferta educacional em creches e pré-escolas se coloca de forma determinante situando as crianças no centro das reflexões. (CAMPOS, 2006a).
Todavia, os estudos sobre a qualidade na educação brasileira ainda são incipientes, embora a partir da década de 1990 é possível observar maiores esforços, a exemplo das iniciativas do Ministério da Educação (MEC) na produção de documentos para subsidiar essa discussão (BRASIL, 1995; 2006). Cabe destacar  que o conceito de qualidade expresso no documento “Parâmetros de Qualidade para a Educação Infantil” (BRASIL, 2006), ancora-se na perspectiva adotada por Anna Bondioli (2004) cuja compreensão de qualidade refere-se a uma construção que exige contextualização histórica e negociação entre os sujeitos envolvidos. Por isso a autora indica, dentre outros aspectos, que a natureza da qualidade é participativa, auto-reflexiva, contextual, processual e transformadora (BONDIOLI, 2004, p.13).
Nesse sentido,  não é possível pensar a qualidade nas instituições de educação infantil sem considerar a necessidade de compreender esse nível educativo como um direito da criança e da família, o que requer a constituição de espaços de diálogo que favoreçam a construção de ambientes democráticos que primem pela autonomia dos sujeitos envolvidos, sejam eles educadores, famílias ou crianças.
 A educação infantil é oferecida para, em complementação à ação da família, proporcionar condições adequadas de desenvolvimento físico, emocional, cognitivo e social da criança e promover a ampliação de suas experiências e conhecimentos, estimulando seu interesse pelo processo de transformação da natureza e pela convivência em sociedade. (BRASIL, 1994, p.15)