segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Site e Fanpage da Pedagogia com a infância

Olá Pessoal!

Currículo na Educação Infantil é um campo de grandes tensões, mas quem me conhece sabe da minha defesa por experiências humanizadoras, amorosas, brincantes e desafiadoras para os bebês e crianças pequenas. 

Também acredito que precisamos sempre refletir e dialogar sobre nossas práticas para que possamos avançar. 

Por isso, criei o blog:"Pedagogia com a Infância" há alguns anos atrás. 

Mas o blog foi crescendo e as informações ali postadas foram ficando cada vez mais difíceis de serem localizadas. Daí senti a necessidade de criar um site que pudesse deixar essas informações mais acessíveis a todas/os

Minha ideia é transformar esse espaço em uma referência de consulta e diálogo sobre as diversas temáticas da Educação Infantil  

Todas/os vocês são muito bem-vindos!

Segue o link:


Também criei uma página no face para divulgar cursos e eventos, links e novidades na Educação Infantil. Para seguir, segue o link abaixo.
Espero vocês lá!
https://www.facebook.com/pedagogiacomainfancia/

Abraços!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Eventos sobre Educação Infantil

Olá a todas e todos,

Esse semestre está recheado de eventos sobre a Educação Infantil. 

Aqui a lista com alguns deles, com links para inscrições.

Eventos no Estado de São Paulo





Tema: Educar para a criatividade - a dimensão estética nos processos educativos, conferência com a atelierista italiana Mara Davoli.

Local: Auditório do MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Data: 24/06

Link para maiores informações e inscrições: 
 https://www.facebook.com/events/214931415662888/?acontext=%7B%22action_history%22%3A%22[%7B%5C%22surface%5C%22%3A%5C%22messaging%5C%22%2C%5C%22mechanism%5C%22%3A%5C%22attachment%5C%22%2C%5C%22extra_data%5C%22%3A%7B%7D%7D]%22%7D






Tema: 20 Seminário de Educação Infantil - A natureza das Infâncias

Local: Prisma Centro de Estudos - Av. Srg. Geraldo Sant'Ana, 901 - Jardim Taquaral 

Datas: 19 e 20 de maio

Link para maiores informações e inscrições: https://prismace.wordpress.com/




Tema: A inspiração Pikleriana: a pedagogia dos detalhes na relação e nos cuidados com os bebês e as crianças

Local: Teatro Caritas - Rua Pedro Paulino dos Santos, 157. São Mateus São Paulo

Data: 23/05

Link para maiores informações e inscrições: 
https://www.facebook.com/Tessituras-Centro-de-Forma%C3%A7%C3%A3o-e-Pesquisa-1748956915326556/?pnref=story.unseen-section







Tema: 5 Seminário Diferenças e Resistências

Local: Teatro Florestan Fernandes - Universidade Federal de São Carlos - São Carlos

Datas: 19 e 20 de junho de 2017

Link para maiores informações e inscrições: http://www.ppgs.ufscar.br/5o-seminario-diferencas-e-resistencias/




Eventos em outros Estados do Brasil

III SLBEI - SEMINÁRIO LUSO-BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL

Tema: Políticas, Direitos e Pedagogias das Infancias

Local: Universidade Federal de Alagoas

Datas: 3 a 5 de julho






Fórum de Educação Infantil de Pernambuco/ MIEIB

Tema: O lugar da linguagem escrita na Educação Infantil: A BNCC em foco

Data: 19 de maio de 2017

Local: Universidade Federal Rural de Pernambuco
Rua Don Manoel de Mederios, S/N Dois Irmãos







Fórum de Educação Infantil de Pernambuco/ MIEIB

Tema: BNCC: Da terceira versão à prática educativa: percursos a serem construídos

Data: 19 de maio de 201

Local: Centro de Cultura Luiz FreireRua 27 de janeiro 181 - Carmo - Olinda



Eventos em outros países




Tema: Jornada Internacional de Educação Infantil: Infância, Ética e Cidadania


Local: Cosmo Caixa Barcelona (Transmissão online)

Datas: 8 de julho

Link para maiores informações e inscrições:  http://www2.rosasensat.org/pagina/jornada







quarta-feira, 3 de maio de 2017

A criança como investimento e a invisibilidade da infância


A criança como investimento tem sido um discurso muito propalado pelo mundo e especialmente nos Estados Unidos. Há inúmeras pesquisas (links abaixo) que buscam provar quanto vale o investimento na educação infantil para a sociedade. Há pesquisas que, para medir esse impacto, buscam cercar os resultados nas aprendizagens (por meio e testagens de larga escala)  das crianças nos primeiros anos do fundamental, nos anos finais e na adolescência, pesquisas que procuram demonstrar que a frequência na Educação Infantil diminui a criminalidade e tem impacto na melhoria da saúde ao longo da vida dos sujeitos que a frequentaram. A própria UNESCO apresenta o cálculo de que investir U$1,00 na educação infantil significa economizar U$ 7,00 quando as crianças estiverem adultas.

É um discurso atraente e muitas vezes convincente, mas também preocupante! Isso porque foca na importância da Educação Infantil apenas como investimento. E assim, se reproduz a lógica de que a criança só é importante como sujeito que virá a ser.

A ideia de infância, como uma fase especial e distinta do adulto,  surgiu quando a sociedade se tornou tão complexa que era preciso que as crianças fossem preparadas para viver nela e a escola o lugar dessa preparação (Àries). A ideia de infância surgiu na perspectiva de vir a ser e tem sido perpetuada ao longo dos séculos.

As criança já são! São sujeitos que, longe de ser passivos, atribuem significado ao mundo e as experiências que vivenciam, tem curiosidades, desejos e inquietações e  se manifestam por meio de múltiplas linguagens, como gestos, expressões faciais, oralmente,... Visibilizar os fazeres e manifestações dos bebês e das crianças pequenas, demonstrando a potência desses sujeitos, é uma forma de  valorizar a infância como tal, não como vir a ser. E são inúmeras pesquisas (link abaixo) de  áreas como a sociologia e a antropologia que vem demonstrando essa potência por meio de metodologias de escuta.

Não é a toa que em boa parte do mundo, os professores de educação infantil sejam tão desvalorizados! Quanto menor a idade da criança, maior a desvalorização de seus educadores. Se há uma desvalorização e uma invisibilização da infância na sociedade, há uma desvalorização das/dos profissionais que trabalham com ela. Se considerarmos que a maior parte dos profissionais da infância são mulheres, a desvalorização se acentua, haja visto a desigualdade de gênero que ainda perpetua.


É preciso defender uma educação infantil na qual bebês e crianças pequenas  possam viver plenamente suas infâncias, brincando e interagindo com seus pares e com adultos, conhecendo sobre o mundo que a cerca por meio das múltiplas linguagens - que o ser humano criou para interagir e se comunicar - e aprendendo a cuidar de si, do outro, do ambiente, por meio de interações saudáveis, onde as pessoas estar bem e felizes!

Bem-estar, felicidade, curiosidades, manifestações infantis e mesmo aprendizagens [1] não se medem por meio de testagens em larga escala do desenvolvimento infantil, nem com fórmulas matemáticas. Isso não significa que as instituições de educação infantil não tenham que ser avaliadas nas práticas que disponibilizam para crianças e adultos.

Por fim,  visibilizar a infância e construir práticas pedagógicas e políticas públicas destinadas à elas, envolve mais do que pensar sobre seu futuro e o futuro da sociedade, mas trata-se de discutir: o que se quer para a infância hoje! E cada cidade, cada instituição de educação infantil tem a possibilidade de ser um espaço de debate sobre a infância. Visibilizá-la e lutar por ela é o nosso compromisso como defensores da infância!


_______________
1. Aprendizagem no sentido amplo do termo e não do número de letras, palavras  ou números que as crianças são capazes de enunciar, como boa parte dos testes preconizam.


Links para algumas das pesquisas citadas no primeiro parágrafo:
https://heckmanequation.org/resource/invest-in-early-childhood-development-reduce-deficits-strengthen-the-economy/

https://www.purdue.edu/hhs/hdfs/fii/wp-content/uploads/2015/07/s_wifis31c03.pdf

https://www.ineteconomics.org/perspectives/blog/heckman-study-investment-in-early-childhood-education-yields-substantial-gains-for-the-economy

http://www.child-encyclopedia.com/school-success/according-experts/school-completionacademic-achievement-outcomes-early-childhood

Links e referências para algumas das pesquisas citadas no 4o. paragrafo:

http://www.laplageemrevista.ufscar.br/index.php/lpg/article/view/241

http://www.scielo.br/pdf/es/v27n95/a12v2795.pdf

CORSARO, W. A. Reprodução interpretativa e cultura de pares. In: MÜLLER, F.; CARVALHO, A. M. A.. Teoria e prática na pesquisa com crianças: diálogos com William Corsaro. São Paulo: Cortez, 2009. p. 31-50.

SARMENTO, M. J. (Coord.). As culturas da infância nas encruzilhadas da 2a modernidade. In: SARMENTO, M. J.; CERISARA, A. B. (Org.). Crianças e miúdos: perspectivas sociopedagógicas sobre infância e educação. Porto: Asa, 2004.









quinta-feira, 27 de abril de 2017

Políticas Públicas para a Educação Infantil: uma breve análise das pesquisas sobre qualidade nas perspectivas americana e brasileira

Estou cursando uma disciplina sobre políticas públicas em Educação Infantil em uma universidade americana esse semestre. Nesse curso, tenho tido acesso a várias pesquisas sobre como se dão as políticas públicas nesse país e como buscam medir o efeito delas.

Existem muitos programas para a Educação Infantil nos Estados Unidos, alguns poucos federais, como o Head Start destinado à crianças com famílias de baixa renda. Mas a maioria dos programas são estaduais, e nessa seara tem vários propostas desde de “vouchers” pra instituições particulares até programas informais de atendimento.

Nessa complexidade e variedade de atendimento, são muitas as pesquisas que buscam avaliar o impacto desses programas. O que mais tem se sobressaído nas leituras a que tenho tido acesso são as pesquisas que buscam medir efeitos da Educação Infantil a longo prazo, ou seja aquelas que medem o resultado das experiências das crianças nessa etapa para a vida posterior dos sujeitos. Nessas pesquisas, parece haver um consenso de que a crianças de baixa renda que frequentam a pré-escola com “alta qualidade” [1]mostram melhores rendimentos acadêmicos, tem acesso a melhores empregos e há uma diminuição de gravidez na adolescência e de atividades criminosas quando adultos. Há em geral um levantamento grande de dados sobre a situação econômica e estrutural das famílias ao longo do tempo e uma infinidade de testes são aplicados nas crianças desde a Educação Infantil até a adolescência.

O impacto dos resultados dessas pesquisas nas políticas públicas não é unânime entre os pesquisadores, mas parece haver um consenso de que para medir qualidade é preciso fazê-lo de forma objetiva, por meio de “dados precisos”.  Há por trás dessa perspectiva uma visão positivista que considera que a “boa” e confiável ciência é aquela que se mede por meio de surveys e dados numéricos.  
Organismos internacionais e alguns pesquisadores no Brasil, principalmente aqueles que partem da ideia de “criança como investimento” tem se alimentado e replicado essa lógica. São várias as propostas de avaliação em larga escala do desenvolvimento infantil nas instituições de Educação Infantil baseadas nessa perspectiva no país.

Por outro lado, outras pesquisas e documentos oficiais nacionais brasileiros, revelam uma outra lógica de investigação e de qualidade na Educação Infantil. Baseadas em estudos europeus, especialmente a partir das contribuições de Peter Moss, Aldo Fortunati entre outros e nos estudos da sociologia e antropologia da infância, trazem uma outra perspectiva para a medição de qualidade: “ a negociada”. Ainda que existam parâmetros e indicadores, é preciso escutar como os sujeitos significam essa qualidade, inclusive para aperfeiçoar esses indicadores que não são estáticos nem neutros e trazem em seu bojo uma visão de infância e de Educação Infantil.

A experiência do município de São Paulo entre os anos de 2014 e 2016, na construção dos “Indicadores  de Qualidade da Educação Infantil Paulistana” é reveladora dessa outra lógica. A partir de indicadores de qualidade levantados pelos documentos nacionais, diferentes segmentos (funcionários, familiares e por vezes, crianças) das instituições de Educação Infantil da cidade fizeram uma auto-avaliação das unidades e recriaram os indicadores ali presentes. As diferentes vozes foram escutadas, trazendo para as instituições um papel político na discussão sobre a infância na sociedade e na gestão democrática das unidades. Ainda que a metodologia possa ser aperfeiçoada e que seja necessário a criação de uma cultura de avaliação participativa, a proposta traz uma importante mensagem: as vozes dos sujeitos precisam ser consideradas quando se trata de avaliar qualidade,  inclusive a dos bebês e das crianças. O que parece estar longe do horizonte americano!

Olhando para essas diferentes perspectivas sobre medição da qualidade na Educação Infantil, vem à mente uma questão de fundo: Para pensar qualidade, é preciso pensar  o que se espera da Educação Infantil. A Educação Infantil se constitui uma panaceia para resolver problemas sociais? Trata-se de melhoria do desempenho acadêmico nas séries iniciais e posteriores (leia-se linguagem oral, escrita e matemática)? Trata-se de garantir que as crianças vivam uma boa infância? É uma iniciação à cultura humana, suas diferentes linguagens e suas formas de ser e estar no mundo? Essas alternativas são excludentes? Em que medida?

Concepções de infância, Educação Infantil,  de pesquisa e de quais são os sujeitos que devem ter suas vozes legitimadas (pesquisadores, profissionais, familiares e/ou crianças) induzem as políticas públicas. E políticas públicas afetam diretamente o cotidiano das instituições de Educação Infantil e as experiências as quais as crianças são submetidas.  

[1]não há consenso sobre o que seria isso, mas a tendência é considerá-la a partir de testagens em larga escala do desenvolvimento infantil)




domingo, 9 de abril de 2017

Os Foruns de Educação Infantil e as políticas públicas para a infância no Brasil

Olá a todas e todos!

Foi publicado o dossiê temático: "Políticas públicas e educação infantil" da Revista Laplage do Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal de São Carlos - Campus Sorocaba. 
Nesse número tem um artigo meu e da Prof. Lisete Arelaro sobre os Fóruns de Educação Infantil e as políticas públicas da área. Em tempos de retrocesso, é preciso resistir!

Para acessar o dossiê, segue o link: http://www.laplageemrevista.ufscar.br/index.php/lpg/issue/view/12/showToc

Para acessar o artigo, o link é: http://www.laplageemrevista.ufscar.br/index.php/lpg/article/view/238

Abraço,
Janaina