terça-feira, 2 de novembro de 2010

O Uso de Apostilas na Educação Infantil

     Olá Pessoal!
      Vejam  abaixo a reportagem que encontrei no site do Yahoo. 
    Tenho ficado muito preocupada com a utilização de apostilas na Educação Infantil. Afinal não estamos falando de crianças criativas e produtoras de cultura? Que a nossa função é ampliar o mundo delas, proporcionando diferentes possibilidades de experimentações?
     As apostilas restingem essas possibilidades e consideram as crianças como seres abstratos. Consideram que qualquer proposta pode servir para qualquer criança, em qualquer lugar, independente de suas necessidades, desafios e buscas. Desconsideram que as descobertas infantis envolvem todo o corpo, todos os sentidos. Desconsideram a competência das professoras e professores em buscar caminhos para uma Pedagogia da infância juntamente COM suas crianças.
      Afinal, a serviço de quem estamos: das crianças ou dos lobbies das editoras?
      Abraços!

Uso de apostilas cresce em escolas do ensino infantil

Fonte de polêmica no ensino fundamental e médio, o uso de apostilas elaboradas por sistemas de ensino privados cresce também no ensino infantil, etapa voltada para crianças entre 4 e 5 anos. Pesquisa feita pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que, de 2008 para 2009, o número de municípios do Estado que adotam o modelo subiu de 24 para 32. Há dez anos, só 4 cidades tinham apostilas para essa faixa etária.

As apostilas também são utilizadas atualmente por muitas pré-escolas privadas, embora educadores se posicionem contra a prática nessa etapa da vida escolar. Até os 5 anos, a orientação do Ministério da Educação (MEC) é para que sejam priorizadas as brincadeiras, adiando a entrada do aluno em um ensino mais sistematizado e com maiores regras e cobranças.
A pesquisadora Theresa Adrião, autora do estudo e professora da Faculdade de Educação da Unicamp, afirma que o grupo de municípios que aderiu aos sistemas apostilados na pré-escola concentra cidades com até 200 mil habitantes.
"Está havendo um crescimento da adoção deste tipo de material para a educação infantil. As escolas privadas já usavam há alguns anos, mas as redes públicas começaram a entrar agora", afirma Theresa Adrião. "No ensino apostilado, as aulas são padronizadas, assim como os temas e as atividades pedagógicas", diz.
Um dos temores dos educadores é que, justamente na fase em que a criança precisa de estímulos diversos, com brincadeiras e atividades lúdicas, as aulas fiquem limitadas às atividades propostas nos cadernos, o que restringiria a criatividade e a experimentação dos pequenos. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,uso-de-apostilas-cresce-nas-escolas-de-ensino-infantil-e-desperta-polemica,633508,0.htm 

4 comentários:

  1. Isso tem me preocupado há cerca de 2 anos. Aqui no interior de SP o uso de apostilas já é prática "corriqueira". Pensei que talvez devêssemos fazer "girar" documentos que criticasse a fragmentação dos conteúdos contidos nesses materiais, que vão contra as discussões atuais sobre currículo na educação infantil.
    Tatiana

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  2. Parabens Janaina pela divulgação sobre este polêmico tema! Eu sou um dos que faz coro contra este absurdo na educação: o uso de apostilas no ensino formal (não só o infantil) da forma como é feita (conteudista, limitadora, superficial, ferramenta apenas para controles de prazos, conteúdos, pessoas - alunos e professores) por parte das escolas. Tanto assim que em meu Mestrado sobre Educomunicação, as apostilas (do Positivo) foram objeto de minhas críticas....
    Claudemir Viana (cviana@uol.com.br)

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  3. Janaina, parabéns pelo texto ,me preocupa muito o avanço dessas apostilas, especialmente para Educação Infantil. No meu trabalho junto as professoras de Educação Inafntil tenho combatido muito essa prática.
    Magnólia Moura
    magnolia_moura@hotmail.com

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  4. O que me preocupa é uma visão unilateral das apostilas na Educação Infantil. Na minha opinião, a preocupação não deve se pautar na adoção de um sistema apostilado, mas "como" o professor trabalhará com as atividades dessa apostila. Dependendo das atividades propostas na apostila, a criança não terá a sua criatividade tolhida mas, ao contrário disso, estimulada e direcionada. Quem é que disse que dentro de um sistema apostilado não se trabalha o movimento, as brincadeiras, a arte plástica, a matemática, a oralidade e os diversos registros necessários? O que me preocupa é o "laissez faire" (deixe fazer) de alguns professores, onde se acredita que o "desenho livre" de tudo que acontece ao redor das crianças é o suficiente para a sua progressão. O me preocupa é a falta de subsídios necessários para avaliar a prática e o desenvolvimento dos alunos,tão necessários na Educação Infantil. O que me preocupa é a brincadeira pela brincadeira... o parque como forma de descanso e os textos como pretextos para ensinar. Isso não é uma crítica para todos os professores, mesmo porque, para qualquer situação, sempre haverá os dois lados. Aceito críticas, desde que todas as apostilas não sejam taxadas como únicas. Se a Educação Infantil, nessa abordagem que vocês mencionaram, fosse tão eficiente, poderiam me responder uma única pergunta: por que 50% das crianças que ingressam na 1º série do Ensino Fundamental em escolas públicas chegam sem as mínimas condições necessárias para a alfabetização? Talvez pela falta de atividades bem elaboradas ou, talvez, pela falta de registros contextualizados sobre as brincadeiras, as músicas e as várias linguagens trabalhadas de forma, ainda limitada, nessa fase. A falta de direcionamento pedagógico que é sim, ao meu ver, um absurdo. O resto... é julgar outras abordagens desconhecendo seus objetivos, seus conteúdos e suas propostas de trabalho. Sugiro a todos que são totalmente contra o sistema apostilado que efetuem um piloto entre duas salas: uma com a proposta do sistema apostilado (de qualidade) e a outra sala sem. Ao final do ano, avaliem os resultados. Eu mesma trabalhei nessa pesquisa, trabalhei em campo com os dois sistemas e me surpreendi com os resultados obtidos.
    Gilmara Giavarina
    gil.giavarina@yahoo.com.br

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